Amor Exigente
São grupos que se reúnem semanalmente em busca de solução para a auto e mútua ajuda. Mas não se limitam a isso. São também grupos de ação. Os familiares são orientados, por exemplo, a não aceitar os comportamentos agressivos do dependente e a fixarem metas de convivência. Isso provoca nele o estímulo à mudança.
Trabalhamos com 12 princípios básicos - que adaptamos para a realidade das famílias brasileiras. Cada grupo funciona experimentalmente por períodos que variam de seis meses a um ano, até que se consolidem. As reuniões duram em média duas horas. A cada mês, os grupos devem desenvolver a prática de um princípio de acordo com as metas de comportamento. Exemplo: no segundo mês do ano, praticar o segundo princípio (“Pais e familiares também são gente. Professores também são gente”), com enfoques semanais no indivíduo, na família, na comunidade e no caráter leigo e voluntário do grupo. Assim como temos 12 princípios básicos, os grupos também devem seguir uma ética, baseada em 12 princípios éticos.
Aplicando a disciplina
Por Thais Regina de Lima, Regional Curitiba II
Para aplicarmos a disciplina, tanto positiva como a negativa, quero apresentar algumas sugestões:
1º) Ensinando
A criança pequena já consegue entender quando dizemos: “Você é responsável pelo que faz.”Isso para que ela aceite a responsabilidade pelo que faz, como arrumar o quarto, ter boas notas, comportar-se bem a mesa e controlar o seu acesso de raiva.Limites disciplinares por faixas etárias:
1- Do nascimento aos doze meses: Neste período a criança estabelece a ligação com o pai e a mãe, desenvolvendo a base de confiança, por isso os limites devem ser mínimos. Eles não têm estrutura para suficiente para tolerar muita frustração.
3- De três a seis anos: Entendem melhor po que devem ser responsáveis e quais as consequências de não serem. Aprendem a tratar bem os amigos, respeitar uma autoridade, realizar alguns serviços domésticos. Restrições mais aplicadas são: privações de brinquedos, da TV, ou de uma brincadeira; sempre por um período curto.
4- De seis a onze anos: Agora requer muita dedicação e investimento em áreas fora da unidade familiar, como escola, cursos, igreja e amigos. Os limites devem ser em como dosar a hora de ficar em casa, com amigos, fazer lição de casa e tarefas escolares, estabelecer metas e administrar o tempo e o dinheiro (mesada – se houver). As consequências podem incluir restrições com os amigos, perda de privilégios e liberdades em casa.
5- De doze a dezoito anos: esta é a fase final antes da vida adulta. Ela envolve tarefas como reforçar a identidade diferenciando-se da identidade dos pais, inclinações profissionais, amadurecimento sexual, escolhas no amor e valores. Também é o período no qual você deve começar a se “afastar”, a passar da posição de controle para a de influência em relação ao filho.Quando o seu filho for adolescente, ajude-o a lidar com questões como relacionamentos, valores, compromissos e grandes metas. Permita, ao máximo, que as consequências naturais dos atos de seu filho aconteçam. (não dando dinheiro, ou apoiando as punições que a escola aplica, por exemplo). Uma coisa você deve se lembrar a respeito dessa idade: o adolescente que age como uma criança de três anos não deve ter a mesma liberdade que um adolescente maduro merece. A liberdade vem com a responsabilidade; não é um bem herdado com a idade cronológica.
2º) Dando exemplo:
As crianças observam suas atitudes com seu cônjuge, com seu trabalho, na sua vida social, na sua casa e aprendem por intermédio do modo como você lida com esses limites em sua própria vida. O exemplo deve ser dado o tempo todo!
3º) Ajudando seu filho a interiorizar:
Interiorizar é mais do que aprender e é diferente de observar. Há duas formas de “conhecer” algo: pela razão ou pela experiência própria. Se você decorar a definição de amor, terá um “conhecimento” racional. Entretanto, se amar de fato, terá um “conhecimento” adquirido. Se você exercitar os limites de forma disciplinada, com seus filhos, essas experiências serão introjetadas por eles, ou seja, serão memorizadas e interiorizadas e farão parte de seu modo de ver as coisas.




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