A mordaça
Apesar da Secretaria da Educação alegar que a CI 54/10 valia apenas para diretores da pasta, alguns diretores de escola, que tinham entrevistas agendadas na imprensa, receberam telefonemas informando sobre o veto.O relato sobre os casos foi feito pelo vereador Amauri Cardoso (PSDB), um dos autores do pedido de informação que questiona o Executivo sobre a CI da mordaça, aprovada na semana pela Câmara.
A CI em questão é aquela que proíbe a divulgação de informações sem a anuência da secretária de Educação. Em algumas escolas, o desjejum deixou de ser servido; em outras a queixa é de que as refeições perderam ‘’consistência’’ A retirada do lanche oferecido a crianças da rede municipal de ensino no começo das aulas, conhecido como “desjejum”, tem provocado indignação entre pais de alunos. As queixas, que começam a surgir, quebram o silêncio imposto pela secretária Vera Hilst, que na semana passada emitiu a circular interna 54/10. Responsável por trazer o documento interno à tona, o vereador Amauri Cardoso (PSDB) questionou duramente a determinação. “Estamos na ditadura? Que brincadeira é essa? O que não pode falar? Não podem falar a verdade, que está faltando freezer, panelas, pratos e que tem comida estragando?”, acusou. Nos corredores da Câmara, a Circular Interna foi apelidada de “lei da mordaça”.
Cardoso afirmou ontem no plenário que diretores das escolas municipais do centro foram surpreendidos com a suspensão do café da manhã – diferente do que informou a secretária. “Conseguimos melhorar muito em relação ao sistema anterior. Mas já tem coisa tão grave ou pior que antes e os diretores não podem falar. Eles nem sabiam que não teriam desjejum. Foram surpreendidos”, discursou. O vereador reclamou que quando havia denúncias em relação à empresa anterior – a SP Alimentação – “virava o maior problema”, mas que agora “ninguém fala mais nada”. “Faltou planejamento para começar o ensino integral e as aulas em um novo sistema. Agora está todo mundo com medo de falar”.
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), considerou a circular interna da Secretaria de Educação, que proibida diretores de escolas da rede municipal de dar entrevista conhecida como “Lei da Mordaça”, um “mal-entendido”. Barbosa comentou o caso pela primeira na manhã desta quinta-feira (11), durante entrevista coletiva.
Segundo o prefeito, a decisão valia somente para os diretores internos da secretaria e tinha o objetivo de evitar informações desencontradas. “Alguém de dentro da pasta pode ter vazado o documento para os diretores das escolas, mas era somente para os diretores internos. Qualquer professor ou diretor pode dar entrevistas sem ficarem constrangidos, pois são eles que conhecem melhor as suas escolas”, disse.
A revelação da existência da circular, no dia 05-02, repercutiu mal entre os vereadores.
Cardoso afirmou que diretores das escolas municipais do centro foram surpreendidos com a suspensão do café da manhã – diferente do que informou a secretária. “Conseguimos melhorar muito em relação ao sistema anterior. Mas já tem coisa tão grave ou pior que antes e os diretores não podem falar. Eles nem sabiam que não teriam desjejum. Foram surpreendidos”, discursou. O vereador reclamou que quando havia denúncias em relação à empresa anterior – a SP Alimentação – “virava o maior problema”, mas que agora “ninguém fala mais nada”. “Faltou planejamento para começar o ensino integral e as aulas em um novo sistema. Agora está todo mundo com medo de falar”.
A divulgação do documento coincidiu com as queixas dos pais em relação à qualidade da merenda escolar da rede municipal, como a retirada do lanche oferecido a crianças, conhecido como “desjejum”. Na ocasião, a secretária municipal de Educação, Vera Hilst, disse que estranhou as reclamações porque os cardápios das escolas foram discutidos e pré-aprovados pelas comunidades. “Cada diretor fez reuniões com os pais e estabeleceram juntos os cardápios de cada escola, determinando quais refeições seriam oferecidas ou não, antes de ser apresentados ao Conselho Municipal de Alimentação Escolar”, afirmou.
Segundo o prefeito, a decisão valia somente para os diretores internos da secretaria e tinha o objetivo de evitar informações desencontradas. “Alguém de dentro da pasta pode ter vazado o documento para os diretores das escolas, mas era somente para os diretores internos. Qualquer professor ou diretor pode dar entrevistas sem ficarem constrangidos, pois são eles que conhecem melhor as suas escolas”, disse.
A revelação da existência da circular, no dia 05-02, repercutiu mal entre os vereadores.
Repercussão
Responsável por trazer o documento interno à tona, o vereador Amauri Cardoso (PSDB) questionou duramente a determinação. “Estamos na ditadura? Que brincadeira é essa? O que não pode falar? Não podem falar a verdade, que está faltando freezer, panelas, pratos e que tem comida estragando?”, acusou. Nos corredores da Câmara, a Circular Interna foi apelidada de “lei da mordaça”.Cardoso afirmou que diretores das escolas municipais do centro foram surpreendidos com a suspensão do café da manhã – diferente do que informou a secretária. “Conseguimos melhorar muito em relação ao sistema anterior. Mas já tem coisa tão grave ou pior que antes e os diretores não podem falar. Eles nem sabiam que não teriam desjejum. Foram surpreendidos”, discursou. O vereador reclamou que quando havia denúncias em relação à empresa anterior – a SP Alimentação – “virava o maior problema”, mas que agora “ninguém fala mais nada”. “Faltou planejamento para começar o ensino integral e as aulas em um novo sistema. Agora está todo mundo com medo de falar”.
A divulgação do documento coincidiu com as queixas dos pais em relação à qualidade da merenda escolar da rede municipal, como a retirada do lanche oferecido a crianças, conhecido como “desjejum”. Na ocasião, a secretária municipal de Educação, Vera Hilst, disse que estranhou as reclamações porque os cardápios das escolas foram discutidos e pré-aprovados pelas comunidades. “Cada diretor fez reuniões com os pais e estabeleceram juntos os cardápios de cada escola, determinando quais refeições seriam oferecidas ou não, antes de ser apresentados ao Conselho Municipal de Alimentação Escolar”, afirmou.


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